Por que devemos pensar na alimentação inclusiva?

Você já ouviu falar em alimentação inclusiva? Sabe qual a sua importância e por quê devemos considerá-la? Pois se a sua resposta para as perguntas for “não”, não há problema algum.

Elaboramos um conteúdo visando responder às principais dúvidas sobre o assunto. Para saber mais, acompanhe o nosso conteúdo e descubra a importância da inclusão alimentar para integrar indivíduos em qualquer ambiente e nível social.

A alimentação inclusiva

Já imaginou não poder comer nada em uma confraternização do trabalho, em aniversários ou festinhas infantis? É exatamente o que acontece com indivíduos que possuem alergias, restrições e preferências alimentares quando não falamos sobre inclusão alimentar.

Situações e momentos que deveriam representar um momento de integração e união entre diferentes indivíduos acabam sendo desconfortáveis para àqueles que, por alguma razão, não podem se alimentar do que há disponível em um momento social.

Por isso a alimentação inclusiva importa. Ela representa o conjunto de práticas que pretendem integrar e incluir essas pessoas nos mais variados ambientes. Os tipos mais comuns de restrições, alergias e intolerâncias alimentares são:

  • A doença celíaca: Consiste em uma reação intestinal que responde ao glúten, presente no trigo, na cevada e no malte. Os mínimos traços de glúten podem desencadear uma reação no organismo dos portadores da doença. Por isso, atente-se aos rótulos. Aqueles onde houver “pode contar” ou “podem haver traços” também são danosos à esses indivíduos.
  • Alergia ao trigo: Aqui, há uma reação do organismo às proteínas do trigo e não ao glúten. Diferente da doença celíaca, onde há uma deficiência intestinal, consiste em uma alergia apenas. No entanto – e da mesma forma que a anterior -, alimentos que podem contar ou tenham traços de trigo causam reações alérgicas.
  • Sensibilidade ao glúten: Neste caso, não há danos no intestino delgado, apenas uma intolerância à proteína.
  • Intolerância à Lactose: Acontece quando o organismo do indivíduo não consegue produzir a lactase (enzima), em quantias satisfatórias para a digestão da lactose.

Além das restrições, alergias e intolerâncias, há regimes alimentares específicos que exigem também atenção quando o assunto é a alimentação inclusiva. São eles:

  • Vegetarianos: via de regra, não consomem peixe, carne e aves, mas podem consumir produtos lácteos e seus derivados, assim como usar produtos de origem animal. Existem, dentro da categoria, tipos específicos, como os ovo-lacto vegetarianos (consomem laticínios e produtos com ovos), os lacto-vegetarianos (excluem carne e ovos, mas não produtos lácteos) e os ovo-vegetarianos (evitam todos os produtos de origem animal, exceto o ovo).
  • Veganos: Não consomem qualquer tipo de alimento de origem animal, como a carne, o leite, ovos, mel e etc.. Eles também não utilizam produtos de origem animal (couro, por exemplo) ou que realizam testes em animais.

Como aplicar esse conceito

Há práticas que podem contribuir na aplicação de uma alimentação inclusiva no seu evento, como:

  • Atenção às restrições dos convidados

Quando organizar um evento, pense, primeiro, em seus convidados. Quais são seus hábitos, preferências e também as suas restrições. Pergunte a quem deseja que faça parte de sua celebração, mostre que se importa.

  • Busque informações

Em caso de restrições, busque informações para cada situação particular. Lembre-se de que, em alguns casos, pequenos traços de um ingrediente específico podem causar sérios problemas.

  • Leia o rótulo dos alimentos

Alergias mais severas podem ser ativadas por pequenos traços de um ingrediente. E, se não souber bem quando um convidado com restrições pode ou não consumir o produto, guarde o rótulo, fotografe e mostre para que ele também forneça informações sobre suas especificidades.

Agora que conhece melhor sobre alimentação inclusiva, lembre-se das boas práticas para integrar a todos os seus convidados e criar eventos mais inclusivos no futuro.